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"Quando trabalhar já não salva da pobreza"

           (Fila formada na última quinta-feira em um refeitório social em Madri)

"A precariedade do mercado de trabalho espanhol empurra 13% dos empregados a ter uma renda inferior ao limite da pobreza".

"O fenômeno crescente dos trabalhadores pobres é um problema em alta em todo o continente, mas especialmente grave na Espanha, país que serviu de inspiração para a nova legislação trabalhista brasileira que entrou em vigor sábado. Entre os espanhóis, 13,1% dos trabalhadores vivem em lares que não alcançam 60% da renda média. Só Romênia e Grécia têm números piores nesse triste indicador. E o risco de pobreza ameaça ainda mais os espanhóis que têm um contrato de trabalho parcial: neste grupo, a taxa dispara para 24,3%".

"A pobreza no trabalho impacta com mais força jovens. A porcentagem de trabalhadores pobres de 18 a 24 anos passou de 7% em 2007 para 21% em 2014, segundo o último levantamento sobre emancipação juvenil na Espanha (2016). Outros coletivos especialmente vulneráveis são as mulheres solteiras com cargas familiares ou as famílias numerosas. 'As situações mais graves com vulnerabilidade de direitos trabalhistas continuam vinculadas principalmente aos setores de hotelaria, construção e limpeza de residências', acrescenta Lorenzo".

"O trabalho perdeu a capacidade de integrar na sociedade que tinha até pouco tempo atrás", afirma Lucía Martínez, doutora em Bem-Estar Social da Universidade Pública de Navarra".

"A estatística da Eurostat fala da pobreza relativa, ou seja, daquelas famílias com receitas substancialmente inferiores à média, mas não de pobreza severa. Para determinar o percentual de trabalhadores pobres, não se mede o salário de uma pessoa concreta em um curto período de tempo, mas sim de um lar em seu conjunto ao longo de todo um ano. Essa amplitude é importante porque a precariedade do mercado de trabalho espanhol –com um altíssimo número de altas e baixas: neste verão se alcançou o recorde histórico de mais de dois milhões de contratos assinados em junho– engloba muitos trabalhadores em épocas de atividade e outras de desemprego. Se em 2007 um de cada seis contratos tinha uma duração igual ou inferior a uma semana, agora esta proporção é de um em cada quatro".

Fonte: El País.


Para refletir: A notícia acima trata sobre o fenômeno crescente dos trabalhadores pobres, que tem atingido toda a Espanha. Em linhas gerais, o fenômeno relatado exemplifica uma realidade que não acontece só na França, mas em outros lugares, como o Brasil. As pessoas estão empregadas, mas em empregos precarizados e com baixos salários. Como resultado dessa realidade, temos que a empregabilidade já não garante aos trabalhadores saírem da pobreza. A relação entre trabalho e pobreza reflete uma importante temática a ser dialogada, pois trabalhos precarizados podem estar diretamente ligados as questões de saúde da população. Além disso, vale pensar que a lógica atual está se modificando, visto que, enquanto no passado ter um emprego era ter uma garantia de renda fixa e uma certa estabilidade, hoje, ter um trabalho já não garante isso. Qual seria então, o impacto na vida das pessoas em saber que mesmo empregadas não conseguem garantir boas condições de vida? É uma questão para refletir. 

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