“31 Trabalhadores de multinacional chinesa são resgatados em MT”
“A multinacional chinesa Cofco Agri, empresa do ramo de processamento de produtos agrícolas, foi autuada por trabalho análogo ao escravo. Trinta e um funcionários que trabalhavam no manejo de soja em Nova Maringá, a 392 km de Cuiabá, foram resgatados por estarem sem água potável para beber e alojados em locais superlotados e insalubres, entre outras irregularidades, informaram a Superintendência do Trabalho (SRTE-MT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT-MT)”.
“Segundo o Ministério do Trabalho, essa foi a maior operação de resgate de trabalhadores em condições análogas à escravidão desde 2009, quando foram resgatados, numa propriedade rural de Sapezal, distante 473 km da capital, 78 pessoas”.
“Entre as irregularidades apontadas estão: superlotação nos dois locais em que os operários foram alojados - o que gerou transmissão de doenças como a gripe para os trabalhadores - presença de insetos, colchões rasgados, sujos e sem fornecimento de roupa de cama, ausência de produtos de higiene pessoal e alto índice de infecção”.
“Outros problemas verificados foram jornada exaustiva de trabalho, a não concessão do descanso semanal remunerado, o desrespeito ao 'horário de almoço', alimentação de má qualidade, o recebimento incompleto em relação à produtividade, a não comunicação de acidente de trabalho e restrição à locomoção”.
“Rescisão- Depois da fiscalização , os trabalhadores resgatados receberam pagamento pelas horas extras referentes à dobra da carga horária de trabalho, horário de almoço insuficiente e pelo desrespeito ao descanso semanal remunerado. Foram pagos ainda um mês de aviso prévio, e férias e 13º salários proporcionais aos dias trabalhados e ao aviso.
No total, a Cofco Agri pagou R$ 88 mil aos funcionários, segundo a SRTE-MT”.
Para refletir: Em situações extremas, a exploração da mão de obra acaba levando o
trabalhador a viver em condições análogas à escravidão. As“condições análogas à
escravidão” são situações que atentam contra a dignidade e a liberdade do
trabalhador. Pode ser considerado uma forma moderna de escravidão submeter o
empregado a condições degradantes de trabalho, com confinamento, violência
física e psicológica e jornadas exaustivas de trabalho. Qualquer forma de
explorar a servidão por dívida também configura escravidão – muitas vezes o
empregado contrai dívidas de transporte, aluguel ou alimentação com o
empregador, que passa a descontar os valores do salário e impedir que ele deixe
o emprego.
Fonte: G1
E vocês, o que acham? Leiam a matéria completa em: http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2017/04/multinacional-chinesa-e-autuada-por-trabalho-analogo-ao-escravo-em-mt.html
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