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Fundacentro planeja ampliar inovação


De Cristiane Oliveira Reimberg- Fundacentro

A inovação tecnológica no trabalho foi o tema do segundo dia do Seminário Pesquisa e Inovação para Melhores Condições de Trabalho e Emprego durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília/DF. O evento, realizado nesta quinta-feira (18), foi promovido pela Fundacentro e pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – Ipea.

“A Fundacentro está fazendo um esforço para implantar a inovação em seu trabalho”, afirma o presidente da entidade, Eduardo de Azeredo Costa. “É uma instituição com grande capacidade de contribuir para a inovação tecnológica em saúde e segurança. Nós podemos através da inovação diminuir o custo dos acidentes de trabalho.”

Na avaliação do secretário executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Marcelo Aguiar, “as melhorias na saúde dos trabalhadores e as mudanças organizacionais podem gerar ganhos para os trabalhadores e para as empresas”.

O seminário proporcionou o estreitamento de relações institucionais. A Fundacentro tem um mestrado aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes e já solicitou bolsas para a instituição. A ideia agora é desenvolver um projeto maior.

Durante o evento, levantou-se a possibilidade de uma parceria entre Capes e Ministério do Trabalho e Emprego, o que contemplaria a Fundacentro. “Abrimos parcerias com vários ministérios e vocês estão convidados a fazer parte”, afirmou o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães. “Precisamos formatar e tornar realidade esse convênio. O Eduardo trabalha isso e depois damos o encaminhamento no Ministério”, completou Marcelo Aguiar, do MTE.

Inovação

Os debates realizados buscaram refletir sobre a prática de inovação no país. “A inovação é resultado da aplicação de novos conhecimentos à tecnologia, por exemplo”, disse Marco Antonio Silveira, pesquisador do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer – CTI, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Para desenvolvê-la, é necessário envolver a força de trabalho e fomentar o trabalho em equipe. Deve-se possibilitar uma gestão participativa em que as pessoas reflitam sobre o que elas fazem, ampliando as potencialidades do ser humano. “Todo processo de desenvolvimento humano é um processo de inovação, que é decorrência do aprender e do trabalho em equipe”, completa Silveira.

O pesquisador do CTI ainda relacionou a questão da inovação e a saúde mental no trabalho. Os transtornos mentais afetam a capacidade de aprender, trabalhar em equipe e se relacionar, o que pode ser um entrave para a inovação. “O trabalho tem função central no ser humano, inclusive na construção da identidade. Nele ocorrem os momentos de socialização”, conclui.

A disparidade entre as normas de diversos órgãos públicos é outro problema que atinge a possibilidade de inovação. “Uma norma não bate com a outra. Precisamos ver essa logística com urgência”, avalia Silvio Valle, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz. “Quando começamos pensar em ciência, tecnologia e inovação, precisamos pensar em logística”, completa.

Ações
Uma ação concreta em prol da inovação apresentada durante o evento foi a experiência da Inova Unicamp. Essa agência de inovação foi criada em julho de 2003 para facilitar a interação e transferência de tecnologia da Universidade para empresas, órgãos de governo e demais organizações da sociedade.

“É extremamente importante ter essa visão de competir com a tecnologia de ponta. Boa parte da tecnologia está disponível, a questão é saber como captar”, afirma Bastiaan Reydon, da Inova Unicamp. Ele explica que a agência fomenta a ideia de que é possível crescimento econômico com responsabilidade social e ambiental.

Na avaliação de Reydon, o Brasil tem uma possibilidade imensa de novas tecnologias que estão nas prateleiras ou sendo usadas sem ser concebidas como inovação. Outro aspecto importante é o envolvimento de várias áreas para inovar, inclusive gestão, administração e marketing.

O debate foi finalizado com uma apresentação da analista em ciência e tecnologia da Fundacentro, Renata Schneider Viaro, que realizou um mapeamento sobre as inovações tecnológicas em Saúde e Segurança no Trabalho. Na pesquisa, foram detectadas 51 patentes concedidas na área.

Fundacentro planeja ampliar inovação. Foto: Edson dos Anjos.

Matéria disponível no blog: http://blog.mte.gov.br/?p=8818

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